Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Top 7 motivos pelos quais NÃO devemos respeitar Jacob Black


Hmmm, DANADAS.

Uma lenda é criada. Primeiramente, a única forma de passá-la adiante, de geração em geração, é pela oralidade: um pai contando a história ao filho, um círculo de amigos ao redor de uma fogueira. A lenda vai, de boca em boca, de região em região, tomando forma, diferenciando-se, crescendo. Os anos passam e a lenda continua assombrando os que ainda crêem nela. Com o passar dos séculos, cada vez são criados novos meios de se contar a história com diferentes versões e visões, seja em forma de livro, seja em peça de teatro. O cinema é criado, e os diretores vêem nele uma ótima forma de contar a história e ainda garantir seu pão pra alimentar a patroa e os filhos em cima disso. Então filmes são feitos. Filmes ótimos, filmes bons, filmes regulares, filmes ruins e filmes como CREPÚSCULO.

Sério. Vamos construir uma máquina do tempo, voltar ao passado e dar um tiro na cabeça da Stephenie Meyer, por favor.


Depois do sucesso da primeira e superestimada parte da saga dos vampiros afetados que não bebem sangue Prepúcio, eis que finalmente chega aos cinemas a SEGUNDA parte, Rôla Nova, e mesmo MESES antes da estréia, todas as garotinhas-que-nunca-leram-um-livro-de-verdade-na-vida e todos os garotinhos-que-na-verdade-são-garotinhas-empolgadas já estavam em polvorosa, loucas pra ver o abdome moreno de Jacob Black em movimento. E, CLAAAARO, eu simplesmente NÃO PODIA deixar este acontecimento passar em branco aqui no blog, primeiro porque se todas as escritoras fracassadas do mundo decidiram se aproveitar da febre do momento para escrever sobre vampiros, por que EU também não posso? E, segundo, deixar pré-adolescentes irritadas é SEMPRE MUITO BOM.

Então, vamos lá. Depois do sucesso do Top 7 motivos pelos quais devemos respeitar Edward Cullen, vamos repetir a fórmula aqui e ver se consigo descolar mais algumas centenas de visitantes e, consequentemente, meu cantinho na meritocracia internética com o novíssimo e sensacional TOP 7 MOTIVOS PELOS QUAIS NÃO DEVEMOS RESPEITAR JACOB BLACK - mais uma vez, com a indispensável ajuda do Rafa Barbosa, maior entendido que eu conheço quando o assunto é Twilight e ainda assim 100% hétero. Contraditório, não?

7 - Ele é FEIO
Olha, ele é um cara realmente fortinho, e faz questão de mostrar isso em cerca de 98% das cenas em que aparece (até porque, ele só usa camisa pra DORMIR). Mas, meu Jesus, ele é a cara d'O Peste.


Cês sabem que eu, mais do que tudo, odeio apelar para piadas escatológicas aqui no blog, mas... puta que pariu, maluco tem cara de quem peidou pra dentro.

Isso sem falar no nome. Jacó Preto? Sério mesmo?

6 - Ele é um abutre
Imagine você, sua garota e mais um amigo aleatório presos em uma barraca em meio a uma nevasca, impossibilitados de sair. Ah, não esqueça que você é um vampiro com alguns metros de topete sobre a cabeça, logo, você é frio como um cadáver - até porque, novidade, você é um. Seu amigo em questão tem o costume de virar um lobo de vez em quando. E a sua garota... bem, ela tá bem viva e não costuma virar nada (a não ser que levemos em conta a TPM, mas creio que isso seja normal pra qualquer mulé). Ela tá morrendo de frio, e você não pode aquecê-la. Então o que seu amigo faz?

- Então, cê me empresta sua namorada um pouquinho que eu requento ela pra você, rs

Notaram o que acabou de acontecer aqui? Ele acaba de se dispor pra RELAR O PIRU NA SUA COCOTA NA SUA FRENTE. É ou não é um Judas do caralho?

Jacob é o famoso ABUTRE: é aquele maluco que não pára NUNCA de papear sua cocota, independente se você tá ao lado dela ou não. Bando de filhos da puta, viu.

5 - Vai morrer na Friend Zone
Jacob Black vive e vai continuar vivendo no abismo da Friend Zone de Bella Swan (porque um beijinho só não conta). Ou seja, ele é tão INCOMPETENTE que não consegue nem passar o ferro na boneca da garota mais insossa de toda a saga - curiosamente, a mais disputada também, sendo que ela não é nem tão gostosa assim.

Além disso, é bom ressaltar aqui que a história apresenta uma visão completamente deturpada da relação homem-mulher: garota completamente apaixonada pelo garoto afetado e romântico enquanto que o moreno saradão que tá realmente disposto a montar o cachorro-quente com ela fica pra melhor amigo. Crianças, crianças, aqui vai mais uma lição de vida do Titio Luke: garotas do mundo real NUNCA se apaixonam por caras assim. Na real, elas sempre vão acabar com aquele que maltrata e passar por cima delas com a bicicleta. É isso aí, garotas. Cês gostam mesmo é de um cafajeste. Tá faltando um cafajeste na vida de vocês.


Cês ainda têm dúvida?

4 - Ele é um lobisomem
Stephenie Meyer possui algum problema, alguma ânsia dentro de si, algo que simplesmente não a permite respeitar as criaturas mitológicas que ela empresta das lendas para escrever seus livros sem mudar pelo menos alguma coisinha. Nosso caro Jacob, vejam só vocês, é um lobisomem. Mas ele não se transforma apenas em noites de lua cheia, mas sim quando bem entender - claro, depois de algum tempo praticando a arte da licantropia. E isso pode ser bem problemático em um relacionamento.

- Amor, nós precisamos conversar.
- Ai, meu amor, sabe o que é? É que eu meio que... ajhd... shdk... aau... auyuu... aAUUUUU AAUU AAUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
- NAO FOGE FDP

Aliás, isso pode ser problemático em QUALQUER TIPO de relação.

- Sua cachorra tá no cio.
- Ué, e daí, Jacó?
- ...
- ...
- ...
- ...
-

3 - Vem de uma família de MANOWS
Faltava só o hang loose, topetinho loiro e o bonezinho pra trás, ein. Consigo até imaginar os Black invadindo um baile funk ou fazendo o S numa aparelhagem de technobrega.


E outra, QUAL O PROBLEMA QUE ESSE POVO TEM CONTRA CAMISA?

2 - Ele NÃO brilha no sol
Jacob Black não tem NENHUM atrativo, nenhuma qualidade em particular que o diferencie dos 3 bilhões de homens que existem aí pelo mundo. Nada que faça você olhar pra ele e pensar "oooh, meu Deus, eu quero DAR". Ele é musculoso, ok, mas quem com alguns meses de academia e um pouco de esteróide pra cavalo no leite não é? Ele é descendente de índios americanos, mas, BAH, ele não deveria estar num cassino, então? Ele vira um lobisomem... MEH. Lobisomens são tão last week. São só pêlos, caninos e focinho úmido, ONDE ESTÁ O SEX APPEAL DISSO? Todo mundo sabe que mulher ODEIA homem peludo. Ok, ele tem a vantagem de você poder colocá-lo uma coleira e levá-lo pra passear - que é o que TODA mulher sonha, no fundo, em fazer com o namorado. Mas, convenhamos, Edward Cullen FUCKING BRILHA NO SOL! PQP, ISSO É INCRIVELMENTE GENIAL. Afinal, do que toda mulher precisa na verdade é de um macho que BRILHE e CINTILE feito diamante toda vez que tira a camisa, e todo mundo sabe disso.

1 - Ele mudou completamente a visão que se tinha sobre lobisomens
Funciona assim: primeiro, você pega personagens mitólogicos e coloca eles em versões adolescentes, malhadinhas e com cabelo legal espetado; daí você cria algum romance com draminhas de gente que ainda não sabe o que é ter um bom tanque de roupa suja pra lavar; então coloca algumas lutas aqui e ali com efeitos especiais rocambolescos (claro, afinal, queremos atrair os meninos também, certo?), músicas de alguma bandinha do momento, bate tudo no liquidificador e, TCHARAM, é só lançar nos cinemas que já vai ter uma legião de fãs esperando ansiosamente do lado de fora. Isso, claro, falando dos filmes. Os livros nem música ou efeitos especiais tem, hmpf.

Motivo extra para respeitar Edward Cullen: ELE NÃO GOSTA DE TWILIGHT
"When you read the book," says Pattinson, looking appropriately pallid and interesting even without makeup, "it's like, 'Edward Cullen was so beautiful I creamed myself.' I mean, every line is like that. He's the most ridiculous person who's so amazing at everything. I think a lot of actors tried to play that aspect. I just couldn't do that. And the more I read the script, the more I hated this guy, so that's how I played him, as a manic-depressive who hates himself. Plus, he's a 108-year-old virgin so he's obviously got some issues there."
Fonte: io9
ONDE ESTÁ SEU DEUS AGORA, EIN TWILIGHT-FANS?

Twilight é uma história com enredo absurdamente UTÓPICO, um romance que só seria capaz de acontecer mesmo na cabeça de uma adolescente retardada ou da Stephenie Meyer (duas coisas que só se diferem mesmo na idade). Além, obviamente, dos descendentes de índios malhados que viram lobisomens e vampiros voadores que jogam baseball, a chance da existência de garotas como Bella Swann no mundo real também são completamente nulas. Uma garota que, mesmo com o cara não querendo comê-la de jeito nenhum, continua INSISTINDO nele? C'mon. Todo mundo sabe que é da natureza feminina, a partir do momento que o namorado se nega a passar a piroca nela, desistir dele na mesma hora e ir dar pro primeiro que se dispor ao trabalho sujo. Vocês podem enganar a si mesmas, garotas, mas não mais a nós, viu?

Ah, e, Twilight-fans: vamos primeiro aprender a escrever direito e, sei lá, CRESCER antes que vir querer criticar, pode ser?

Fonte: Portal MSN

Domingo, Novembro 22, 2009

Atmosphere

Parte I: Love will tear us apart
Parte II: From safety to where...?
Parte III: A means to an end
Parte IV: These days
Final: Atmosphere


Porque final de temporada que se preze tem que terminar ao som de Kansas.


[The rise and fall of Luke Stardust and the Lizzie from Mars versão BONECAS! :D]

Quando se é criança, as coisas sempre parecem bem maiores do que realmente são. Um bom e clássico exemplo disso são os trampolins de piscinas. Primeiro, você olha as pessoas pulando lá de cima, do último trampolim até a água. Você sente um medo do caralho, mas ao mesmo tempo a curiosidade por saber qual a sensação de voar por alguns segundos corrói você por dentro, até que, num surto repentino de coragem e adrenalina, você sai correndo e decide subir todas as escadas até o último andar. A vertigem toma conta de você. Você vai caminhando cautelosamente até o final da prancha. Vê aquela água toda lá embaixo, toda aquela gente atrás de você esperando a vez, e repensa se aquela era realmente uma boa ideia. Mas você já está lá em cima, não tem mais como voltar atrás. Então você respira profundamente pela última vez.

E pula.

― You know, I'm okay with this.

Eu dizia. E eu realmente estava. A relação com a Rafaela estava perfeita até aquele momento. O problema é que começou a ficar perfeita DEMAIS.

― Luke, o que nós somos? ― ela disse. Eu sabia exatamente do que ela tava falando, mas...
― Não sei, o que... nós somos?
― É... a gente tá namorando?
― Não sei, a gente tá... namorando?
― Cê já me pediu em namoro?
― Hmmmmm, nããão. Maas é questão de tempo.

Rafaela gostava de mim. Muito mesmo. Então aí ela começou a gostar ainda mais. Mensagens no celular todos os dias, textos nos meus cadernos. Pela primeira vez na vida, namorar não parecia uma idéia tão apetitosa assim pra mim, e eu não estava me segurando pra pedi-la em namoro logo na primeira semana. Sabe aquele lance de "o problema não é você, sou eu"? Eu estava sendo mais uma vítima e prestes a fazer o meu papel no Ciclo de Gary-Jules.

E nessa época, por algum motivo, eu comecei a me reaproximar da Liz. Na escola, voltamos a ficar abraçados o tempo todo. No cursinho, Rafaela sentava de um lado meu e a Liz do outro, e eu sempre acabava dando mais atenção pra Liz, mesmo que sem querer. A nossa reaproximação mostrava que eu ainda não tinha superado o término, e que, puta merda, eu ainda gostava dela.

― Puta merda, eu ainda gosto dela ― eu disse, ao Odie. ― Viu como nós estávamos hoje de manhã? E viu o que ela escreveu no meu braço? "L (L) L"! O que tu acha que isso significa?
― Que ela ainda gosta de ti, brother.

No meu aniversário, a minha cabeça só ficou ainda mais confusa quando Rafaela me deu uma miniatura de chumbo do Luke Skywalker e Liz contra-atacou logo depois com uma miniatura do Homem-Aranha também de chumbo. E se colocasse os dois de frente, parecia que eles estavam prestes a chutar bunda um do outro - pra vocês verem só como eu estava ficando REALMENTE perturbado.

Eu estava com uma garota, mas ainda gostando da ex. Não achava isso justo com a Rafaela, então logo a decisão de terminar me veio à cabeça. Enquanto isso, Odie andava estranho naqueles dias. Parou de dizer "boa noite" pra qualquer rabo-de-saia que passavam na rua ou de me contar histórias de cocotas que tinha comido mais cedo naquele dia. Ele estava distante, e eu não fazia a menor ideia do por quê. Até que um dia, indo para o cursinho, encontro ele sentado no nosso canto ao lado da sorveteria, cigarro em mãos e um certo brilho nos olhos. Ele me chama, e nós conversamos.

― Não existe jeito fácil de falar isso, então eu vou falar logo. Tu sabe que é um dos meus melhores amigos, né? Mesmo eu te conhecendo há pouco tempo, já te considero pra caralho, e se eu tô falando isso é porque eu realmente tenho. Eu tô apaixonado pela Rafaela, cara.

Ok, por essa eu REALMENTE não esperava.

Era estranho, porque mesmo eu já tendo posto em mente a ideia de terminar com ela, aquilo não deixava de ser um tapa na cara. Não que fosse ruim, mas é que era realmente inesperado.

― Desculpa, cara, mas eu vou entrar. Me dá um tempo, ok? Amanhã eu falo contigo, ou depois, sei lá. É que agora eu realmente... eu realmente preciso digerir isso.

Deixei Odie e voltei para a sorveteria. É engraçado sair de um lugar com a atmosfera completamente pesada e entrar em outro com todo mundo se divertindo, você sempre acaba se sentindo um pouco deslocado. Depois de um tempo, Liz me chama para conversar lá fora.

― E aí? Como estás?
― Surpreso. Eu realmente não esperava por isso.
― É, eu sei.
― Cê acha que ele tá realmente gostando dela?
― Cara... é o Odie. Conheces ele, viste como ele estava esses dias. E ele disse que tava apaixonado. O Odie. Então é porque ele REALMENTE tá sentindo alguma coisa. Ele me disse que só tomou coragem mesmo pra te contar porque disseste que ia terminar com ela.
― É...
― Por que querias terminar?
― Tipo, ela gosta DEMAIS de mim. Bem mais do que eu gosto dela. Tá, eu gosto muito dela, mas não TANTO. Então eu acho melhor terminar, antes que acabe machucando ela ou sei lá.
― Ninguém termina com alguém porque gosta muito dessa pessoa. Sempre tem outro motivo.

Parei, e pensei. É, era agora.

― É, eu tenho outro motivo. Meu outro motivo é você. Eu não consigo gostar da Rafaela tanto quanto eu gostava de ti. Tanto quanto eu ainda gosto. E não sei se vou conseguir gostar. Quero dizer, tá demorando bem mais do que o normal. Não deveria demorar tanto, nós combinamos de uma forma incomum, ela é praticamente eu versão com peitos; e ela gosta de mim, de verdade. Mas eu só não consigo gostar de volta, não sei dizer porque. E é isso.

Silêncio. Silêncio. Silêncio.

― Eu não gosto do Gabriel.

Adnduj jsdjfhsd skfjlksflk sdjkfjkfh jklsndjkQUÊ.

― Pera. Então por que tá com ele?
― Porque ele é... bonitinho. E só. Eu não gosto dele, não de verdade. Eu já tô toda preocupada porque eu quero terminar com ele mas ele já até mudou o "relacionamento" do Orkut.
― Vai fazer o quê, então?
― Eu não sei. Acho que só sumir da vida dele, como eu sempre fiz. Não sou boa em terminar relacionamentos.

Nesse momento, eu não sei se estava mais surpreso, confuso ou com vontade de pular dançando, colocar a minha cara lá no vidro da sorveteria bem do lado do Gabriel, fazer a careta mais bizarra que eu conseguir fazer e gritar "CHUUUUUPA". Ok, eu tava mais era com vontade mesmo.

Terminamos aquela conversa com ela dizendo "eu te amo", eu respondendo "também te amo, pra semp" e tropeçando em um poste atrás de mim, como já era costume.

Ok, agora eu só tinha que terminar com a minha garota.

E é aí então que eu me torno um Agente do já citado Ciclo de Gary-Jules.

Mas, afinal, o que caralhos é o Ciclo de Gary-Jules?

O Ciclo de Gary-Jules tem feito vítimas desde a época em que Deus virou para o Homem e pegou uma das costelas dele pra dar uma de palhaço que faz poodle de balão em festa de criança e criar, assim, a Mulher. Todo mundo já foi vítima do CGJ. VOCÊ já foi vítima do CGJ - e, se não foi, pode ter certeza que será. Basicamente, existem dois tipos de indivíduos no CGJ: a Vítima e o Agente. Vamos exemplificar melhor no esquema abaixo:


Tudo começa com um Cara Legal (1). Um cara ingênuo, romântico, que passou bem mais tempo do que deveria na frente da televisão quando moleque e cresceu acreditando no amor verdadeiro; que, em algum lugar lá fora, no Além-Porta da Frente da Casa da Mãe, existe uma pessoa que foi feita só para ele, sua outra metade, e que somente com ela, ele seria perfeitamente completo.


Hummm, lembrei de Double Dragon.

Eventualmente, esse cara legal conhece uma... bem, na falta de termo melhor, uma Garota FDP (2). Ele se apaixona. Eles se relacionam, e o mundo de repente ganha mais cores e todo dia para ele agora é um musical. Ninguém NO MUNDO jamais amou tanto quanto ele está amando agora, disso ele tem certeza. O tempo passa, ele vai se apaixonando cada vez mais e mais, até que... eles terminam, óbvio. Provavelmente, ela termina com ele. O Cara Legal se torna uma Vítima, então ele fica todos aquelas semanas e meses em depressão, passa por aquele inferno todo, as 5 fases de superação e tudo mais. Até o dia em que ele se dá conta que a única coisa a fazer agora para distrair a mente é se afogar em vagabundas, e resolve passar a piroca em toda e qualquer e cada vadia que cruzar seu caminho na rua. E ele vai passando por essa fase rock n' roll, até o dia em que acaba encontrando uma Garota Legal (3). Eles têm um relacionamento. Ela é diferente. Ela gosta dele, de verdade. E ele gosta dela. Mas não... tanto quanto. Com o passar do tempo ele vai se dando conta de que, no fundo, ele ainda gosta da Garota FDP, e que aquele tempo que se passara desde então acabou moldando ele, transformando-o, gradativamente, em um... Cara FDP (4). Agora o Cara Legal é um Agente do Ciclo, e, mesmo sem querer, ele machuca a Garota Legal; a Garota Legal, por sua vez, passa pelo mesmo inferno pelo qual ele passou, até o dia em que se transforma em uma Garota FDP e conhece um Cara Legal, o qual ela eventualmente acabará machucando e recomeçando o ciclo, de novo e de novo e de novo e de novo (5, 6, 7...).

Claro, existem exceções. Existem pessoas que NASCERAM Agentes e continuam sendo assim sem motivo algum, assim como aquelas que nasceram Vítimas e vão morrer sendo vítimas. Estas, nós chamamos de "babacas apaixonados sem amor-próprio". As outras, nós chamamos de "filhos da puta" mesmo.

Fui na casa da Rafaela, conversamos e terminamos. Okay. Então, um dia, Liz me liga e me chama para ir até a casa dela contar como fora minha conversa com a menina. Num surto repentino de coragem e adrenalina, pus a camisa que ela tinha me dado de Dia dos Namorados por baixo de uma camisa social vermelha abotoada, peguei dois ônibus e fui à casa dela.

Cheguei na rua dela, encontrei a casa.

Subi as escadas e andei cautelosamente até o trampolim.

Apertei a campainha.

― Oi, Luke. Entra.

Sentamos, contei toda a história de como tinha sido o término e perguntei do Gabriel. Ela disse que da última vez que encontrou com ele, não ficaram, então ele deve ter entendido o recado. Ficamos mais um bom tempo inteira conversando, até que chegou minha hora de ir embora.

Então eu respirei fundo.

― Liz, olha, só mais uma coisa. Esse tempo que eu passei com a Rafaela me fez perceber duas coisas. Primeiro, de quem eu gosto de verdade é de ti; e, segundo, eu quero voltar contigo. E eu quero uma resposta. Não precisa ser agora, não precisa ser hoje. Mas eu queria que você penssasse sobre isso.

Pulei.

― Tá. Tá, eu vou pensar.

Por 3 semanas, ela pensou. E eu procurei me afastar pra não parecer que tava pressionando nem nada do tipo. E, nesse meio tempo, eu também pensei a respeito, e acabei chegando à conclusão de que havia me precipitado tendo ido até a casa dela e dito aquelas coisas. Terminamos por causa do vestibular, e ele ainda não tinha passado. Ainda não era hora. Nós poderíamos até voltar naquele momento, mas se quiséssemos voltar e DURAR, o melhor seria esperar mais um pouco.

Três semanas se passaram. Rafaela não apareceu mais no cursinho desde então, e eu não sabia com que cara ir visitá-la depois daquele dia - principalmente depois de me dar conta que "aquele dia" era VÉSPERA DO ANIVERSÁRIO DELA. É... é, eu sei.

― Não aguento mais aula. Cê é o único motivo que me faz ainda vir pra cá, sabia? ― ela disse uma vez, quando ainda estávamos juntos.

É, É, EU SEI. PODEM PARAR DE ME XINGAR AGORA.

Então, três semanas depois, quando a Liz me chamou para conversar mais uma vez lá no nosso canto perto da sorveteria, eu descubro que ela também pensava as mesmas coisas que eu.

― Eu acho que voltar agora não seria uma boa ideia. Não agora, pelo menos ― ela disse. ― És muito infantil... e eu também sou infantil. Nós somos muito novos ainda, nós dois.

Concordei, disse que já tinha pensado o mesmo nos últimos dias e que estava completamente OK com aquilo. Conversamos mais um pouco por um certo tempo, então a conversa acabou e fomos para a sorveteria. Eu entrei com o Pedroca, ela ficou do lado de fora com a Lulu.

Algum tempo depois, ela me chama mais uma vez para conversar.

― Eu quero que saibas isto da minha boca. Acho que é melhor do que por outra pessoa, então... Luke, eu tô namorando.

Enfie seu braço goela abaixo, agarre seu coração, arranque ele de lá pela boca e esmague-o com as mãos até ele explodir. Dói bem menos.

― Sério? Uau. Desde... quando?
― Desde hoje.
― Puxa. Com quem?
― Gabriel. Nós nos encontramos hoje, e nos acertamos.

Não conseguia falar. E não era por falta de palavras, porque eu tinha umas bem boas e cabeludas pipocando na cabeça, mas optei por ficar em silêncio. Naquele momento, eu só queria sair dali.

Por um momento, nenhum dos dois mais sabia o que dizer.

Me levantei. A fúria em meus olhos ardia feito chamas. Em um movimento rápido, puxei Liz pelos cabelos e acertei seu estômago com meu joelho, atirando-a para o outro lado da rua. Após o choque com um prédio que deixou uma cratera no concreto, Liz voltou voando para a minha calçada e acertou minha cabeça com seu braço metálico. Depois, ela arrancou um poste que estava ali perto e bateu com ele em mim, me arremessando contra um carro. Levantei ele com as mãos, pulei para o telhado da sorveteria e o joguei em cima dela. Com dificuldade, ela sai de debaixo dele.

― ACABOU, LIZ. EU ESTOU EM TERRENO MAIS ALTO.
― VOCÊ SUBESTIMA MEUS PODERES.
― Não tente...

Ok, mentira. Era só pra deixar o post mais emocionante mesmo.

― Eu vou ligar logo pra Lulu vir aqui ― ela disse, pegando o celular após todo aquele silêncio.

Lulu chegou e eu tentei agir o mais natural possível. Abracei as duas, me despedi e voltei para o cursinho para assistir mais uma aula.

Tive um sonho naquela noite. Lá estava eu, numa sorveteria com meus amigos, quando de repente aparece o rosto do Gabriel contra a parede de vidro com a cara mais bizarra do mundo dizendo "CHUUUUUUUUUUUUUUPA".

EPÍLOGO

Lulu vem até mim e comenta.

― Uh, a Liz veio falar pra mim que tava lendo o ¿Que Diabos? outro dia e viu os posts que tu fez sobre vocês. Mandaste o link pra ela?
WUT

Hã... err... hum.


Oi, Liz?

Domingo, Novembro 15, 2009

These days

Parte I: Love will tear us apart
Parte II: From safety to where...?
Parte III: A means to an end
Parte IV: These days
Final: Atmosphere

Então, Odie e eu começamos a sair para beber, e é neste post que eu, enfim, começo a narrar o que aconteceu de fato durante esse tempo que eu passei longe da Internerd.

Mas primeiro, um pouco mais sobre Odie.

Odie é uma figura única. Foi ele quem me ensinou a importância de andar sempre com uma camisa extra, perfume e menta dentro da mochila sempre que for beber café, além de saber diferenciar mulher de namorar x mulher de comer, como conseguir grana para ir beber fazendo coleta pública na rua (“oi, por gentileza, eu e meu irmão aqui precisamos chegar na casa da nossa tia no lugar X mas faltam 2 reais pra completar nossa passagem, o senhor/a senhora tem como dar uma força? 1 real já ajuda”) e realizar o meu Bar Mitzvah, o Ritual de Passagem das Chaves – um chaveiro com as chaves de todas as glossotecas do colégio que ele roubara há alguns anos atrás do zelador da escola quando procurava por lugares onde poderia comer suas cocotas sem ser incomodado. Enfim, Odie é ao mesmo tempo meu irmão mais velho e mentor, e só nessa época já tivemos um monte de histórias juntos.

Tipo a vez em que fomos para o Artecafé junto com o primo dele, Tomi. Na entrada, um gorila de terno e gravata pegava as identidades.

― Entra por último – Odie sussurrou pra mim.
― KD IDENTIDADE? PODE PASSAR. KD IDENTIDADE? PODE PASSAR. KD IDENTIDADE?
― putz sab o qfoi meu ― fazendo cara de sonso tateando os bolsos em busca de uma identidade inexistente. ― Ô, ODIÊ! Eu não deixei minha carteira contigo não, cara?
― Opa, ‘xeu ver. Ah, tá aqui, toma. Serve meia-passagem?

Por uma feliz coincidência, Odie era a minha cara na foto 3x4 da meia-passagem dele. E por outra coincidência ainda mais incrível, o porteiro era aparentemente um péssimo fisiologista.

― Pode passar.

Nesse dia, bebemos tanto café que acordamos os três num banco da Praça da República na manhã seguinte, além de termos pego dois ônibus só pra dormir e ir até OUTRA CIDADE só pra tirar água do joelho e então voltar para Belém, onde tomamos banho de pia no banheiro de um supermercado pra tirar o cheiro de cafeína e comemos menta de café-da-manhã. Também nessa época eu pegava uma ninfomaníaca maluca, enquanto que a Liz começou a ficar com um cara de nome de país do Oriente Médio – o que me fez começar a ficar DOIDO durante todas as aulas de Geografia em que ouvia coisas do tipo "Israel venceu a guerra" ou "Israel pegou na marra o território que antes pertencia aos palestinos".

Pobres palestinos. Eu sei muito bem como vocês se sentem.

Enquanto isso, eu e Liz estávamos em uma espécie de Guerra Fria: não haviam conflitos diretos, nenhum confronto declarado. Mesmo assim, existia toda aquela clara tensão carregando o ar, e todos ao redor só podiam sentar e observar enquanto esperavam até que a primeira bomba finalmente explodisse. Mas ninguém falava nada, nem quem estava de fora, nem os dois que estavam dentro. Até porque o primeiro que demonstrasse que o término o atingiu de alguma forma, seja ela qual fosse, já estaria oficialmente declarando derrota – e isso era uma coisa que nenhum dos dois egos poderia permitir.

― Detalhe que eu consigo levar tudo numa boa, e se tu ficares estranho eu vou convencer todo mundo a parar de falar contigo – ela disse, no dia em que terminamos, brincando (eu acho).

Você pode pensar antes de falar. Você pode mentir. Você pode vigiar seus gestos, controlar seu comportamento, censurar suas ações. Mas, às vezes, um único olhar pode entregar tudo o que você está realmente pensando ou sentindo – não é à toa que caras de óculos escuros são tão legais, heh. Eu podia fingir o quanto quisesse que estava ótimo e que aquele término já não significava nada pra mim, mas, porra, meu olhar não enganava ninguém. E isso é um problema quando todo o resto do mundo pode saber que você está sofrendo MENOS ELA. É uma questão de honra e bolas, até.

E, pra completar, Liz parecia fazer questão de me deixar a par de todos os seus progressos.

― Escreveram uma música pra mim.

E EU ROUBEI UM CONE, MOTHERFUCKER FDP

― Puxa. Que legal. Quem?
― Gabriel.
― Quem diabos é Gabriel?
― My new boy.
― Não era o Irã até outro dia?
― Outro dia; outro dia era TU, pô.

Ooooook. Ponto pra ela.

Vale citar aqui também que Liz não sabe lidar com relacionamentos. Não os sérios, pelo menos. Ela sempre acaba pegando a primeira via para fora do namoro logo no primeiro ou segundo mês, no máximo. Então eu ter conseguido segurar a garota por inacreditáveis-quase-três meses pode é um feito e tanto, além de um recorde pessoal, tanto dela quanto meu também.

Certa vez, Pedroca queria terminar com a namorada, só que não fazia idéia de como. Então Liz fez um top 10 formas de terminar com alguém em uma folha de papel e mostrou para o grupo. Todo mundo gostando, todo mundo rindo, até que eu disse:

- Incrível. Não satisfeita em terminar os próprios relacionamentos, agora também termina os DOS OUTROS.

Eu sempre achei que, se um dia terminássemos, estaríamos acima dessas pontadas maldosas rasteiras de ex-namorados. Mas que foi bem gostoso deixar ela sem responder, ahh, foi.

A essa altura, eu já estava fazendo cursinho à noite junto com Odie, Lulu, Pedroca e... ela. Ou seja, via a Liz toda manhã e toda noite. Ou seja, tinha armado tudo pra me foder. MAS, se não fosse por isso, eu não teria, um belo dia, sentado ao lado de uma garota de franja e lápis de olho que usava uma certa camisa do Pink Floyd.

― Oi, licença, você copiou a matéria que o professor passou no quadro na aula passada? – perguntei.
― Aham.
― Pode me emprestar?
― Claro. Aqui.
― ‘Brigado. Ah, qual seu nome?
― Rafaela.

Algumas horas depois e já conversávamos sobre AC/DC e Led Zeppelin.
Alguns dias depois e já sentávamos lado a lado.
Algumas semanas depois e eu já chamava a mãe dela de avó.

Rafaela era... perfeita. Pelo menos pra mim. Tínhamos os mesmos gostos, idéias e opiniões. Ouvíamos as mesmas bandas, víamos os mesmos filmes e líamos os mesmos quadrinhos. Ela ainda desenhava e escrevia, além de ter o mesmo humor babaca que eu. Resumindo, uma she-luke.

Não demorou para que ela caísse nas graças do resto do grupo, e logo íamos matar aula na sorveteria perto do cursinho: eu, ela, Odie, Lulu e Pedroca, enquanto que a Liz continuava no cursinho.

― Vais ficar MESMO com a Rafaela? – perguntou Lulu.
― É, tô pretendendo, né.
― Ah, então, olha... se tu ficar mesmo com ela, não deixa a Liz ficar sabendo.
― Não deixar a Liz ficar sabendo? Pera, ela não pareceu fazer lá muita questão de esconder de mim quando tava ficando com os TRÊS MIL QUATROCENTOS E OITENTA E NOVE caras lá.

Ahh, as hipérboles.

― É, eu sei, é que tipo... eu tava conversando com ela, e ela me disse que se você ficasse com a Rafaela, vocês não voltariam nunca mais.

WHAT. THE. FUCK.

CERTO, vamos deixar a rage um pouco de lado e analisar os fatos friamente. Nós terminamos por causa do vestibular, OK; ela começou a ficar com um cara, O. K.; eu vou começar a ficar com uma garota, NOT OK? SÉRIO, O QUE VOCÊS, GAROTAS, TÊM NA CABEÇA? NÃO, SÉRIO, EU GOSTARIA REALMENTE DE ENTENDER, SUAS MALUCAS SOCIOPATAS PSICÓTICAS.

Então, eu estava assim: de um lado, Liz, representando tudo o que eu tive no passado e PODERIA voltar a ter no futuro, sendo que as chances eram totalmente incertas; de outro, Rafaela, tudo o que eu poderia vir a ter de bom no futuro e esquecer completamente o passado. Passado ou futuro? Certo ou incerto?

― E aí, o que tu vai fazer, brother? ― Odie perguntou.
― Cara, assim. Eu sei que não volto mais com a Liz, com Rafaela ou sem Rafaela. Não vou esperar todo esse tempo por algo que eu sei que não vai acontecer. Mas eu também não vou ficar com a Rafaela, porque eu não acho certo. Mesmo a Liz não dando a mínima e ficando com o maluco lá, eu continuo não achando certo. É aquele negócio, dois erros não fazem um acerto. Então, se você quiser, pode ficar com a Rafaela.
― Parabéns, bicho. Essa foi uma decisão madura, toque lá ― high five de brothers. ― Já até tenho um plano de como chegar nela. Mas então, vamo tomar uma?

Algum tempo depois, Rafaela tinha machucado a perna e, como não podia ir para o cursinho, fui entregar as fichas que ela tinha perdido. As coisas com a Rafaela eram diferentes. A conversa... fluía. Eu me sentia realmente à vontade com ela, não ficava nervoso nem me cagando de medo de dar mancadas imbecis. Na verdade, era como conversar comigo mesmo, então eu agia como se fosse eu mesmo. Me despedi dela e fui voltando pro cursinho. Quando cheguei na esquina, percebi o quanto estava sendo idiota e voltei correndo.

― RAFAELA RAFAELA RAFAELA
― oi, -q
― Hã... hã... ééé... hum... ahhh... eu...

― Eu acho que to gostando de ti.

Já ouvi isso antes, ein.

― Ahahahaha, desculpa. Eu nunca sei lidar com uma situação dessas. É sério isso?
― ... isso depende. Vejam bem, se você achar isso... bom, de alguma forma, então é bem verdade. Mas se não, então esquece, é brinks.

Mas que merda que eu tava falando, cara.

― Ahahahaha, gostei disso. Então é verdade.

Beijo.

― Cara, a boca da Rafaela é muito macia.
― Quê? Vocês ficaram?! – Odie, surpreso.
― Aham. Acabei de voltar da casa dela e... bom, aconteceu.
― Hum. Bicho, tu sabe que não volta nunca mais com a Liz agora, né?
― Ela não precisa saber.

Mas soube. E, sinceramente, eu nem ligava mais. Rafaela conseguia ser fofa e carinhosa de uma forma que eu já nem lembrava mais quem era Liz. E eu não estava com ela apenas para usá-la como uma forma de chamar a atenção da minha ex e dizer “ei, olha como eu estou bem também”. Eu realmente gostava da Rafaela, mas, por algum motivo, a ideia de algo mais sério não era mais tão apetitosa para mim – acho que pela primeira vez na minha vida.

Como, pela primeira vez em um bom tempo, tudo estava ótimo pra mim e caminhando para ficar cada vez melhor, decidi me reaproximar da Liz, acabar com toda aquela tensão que pairava sobre nós dois e voltar, de fato, a sermos o que éramos antes de toda essa papagaiada começar. Antes de término, antes de namoro, antes de cone, antes de "tenho que te contar uns papos aê", antes de tudo. Cheguei no cursinho decidido e obstinado a consertar as coisas entre nós dois. É quando ela chega de mãos dadas com um aleatório e diz:

― Luke, Gabriel. Gabriel, Luke.
― Ahh, então você é o famoso Skywalker?

Um fato curioso sobre conhecer o atual da sua ex é que, todo defeito que ele possua, por menor e mais comum que seja, você SEMPRE vai ver ele como se fosse dez vezes pior do que realmente é. Gabriel, por exemplo, provavelmente era um rapaz levemente abobalhado.

Pra mim, no entanto, ele tinha um retardo mental.

― AAAHHH ENTAO VOSE EH O FAMOSO SKAYULSJFSFKDD DEEERP DUUUUURRRR DEEERP JHDJWAULKE
― ... Lucas. Prazer.

Durante todo aquele tempo, eu sempre tive todo o cuidado do mundo de nunca ficar com outra pessoa na frente da Liz por respeito pelo que tivemos um dia. Imaginem a minha frustração quando dei conta de que ela não tinha aquela mesma preocupação para comigo e ficou com o Gabriel na minha frente no mesmo dia.

Foi nesse momento que eu descobri que todas aquelas regras de escoteiro e obrigações de manual de etiqueta pós-termino que eu tinha passado todo aquele tempo inventando e seguindo fielmente só existiam na minha cabeça perturbada, e que, na verdade, ninguém dá a mínima pra isso. Foi nesse momento que eu liguei o botão de “foda-se” e decidi pegar minha cocota independente de ex ou não.

Um dia, a caminho de casa, estávamos eu, Rafaela e Odie. Então a voz dele dizendo "bicho, tu sabe que não volta nunca mais com a Liz agora, né?" ressoou na minha cabeça. Virei para ele e perguntei.

― Nunca mais?

Odie, após uma troca de olhares comigo, percebeu ao que me referia.

― Nunca mais.

Olhei para a garota perfeita-para-mim ao meu lado. Olhei para a mão dela entrelaçada com a minha. Olhei de volta para Odie.

― You know, I'm okay with this.

FIM DA PARTE IV - pera que tá acabando. :D

Terça-feira, Novembro 10, 2009

A means to an end

Parte I: Love will tear us apart
Parte II: From safety to where...?
Parte III: A means to an end
Parte IV: These days
Final: Atmosphere

No último capítulo de O AMOR VAI NOS DILACERAR...

CLÁUDIO LUCAS: Maria Eliz, meu amor, eu preciso mostrar algo a você. Venha comigo, minha doce amada! Vamos!
MARIA ELIZ: Quê?

Então, pegando Maria Eliz pelas mãos, Cláudio Lucas a leva até a sala de aula vazia, onde na lousa encontra-se escrito em grandes letras vermelhas "ELIZ, QUER NAMORAR COMIGO?"

Cláudio Lucas está nervoso. Um misto de tensão e emoção percorre suas entranhas como um vento frio. Apesar de haver passado a noite anterior inteira às claras pensando no que falar neste momento, as palavras não saem. Coloca suas mãos suadas nos bolsos das calças, encolhe os ombros timidamente e, lentamente, vai recuando, com os olhos ainda fixos em seu grande amor aguardando ansiosamente a resposta. É quando, de repente, suas pernas encontram-se com as da mesa que estava logo atrás dele, fazendo-o vacilar e quase cair.

Maria Eliz ri. Seu riso tem o som doce de mil anjos. Ela era linda - seus lindos olhos azuis, seus longos cabelos louros, que mais pareciam fios de ouro brotando no topo de sua cabeça. Seu nariz de boneca, e seu lindo corpo.

Então ela apenas sorri e balança a cabeça positivamente. Os dois se abraçam e se afogam na aventura da paixão demoníaca ardente.


CLÁUDIO LUCAS: Eu amo você, Maria Eliz. Amo você mais que o Universo!
MARIA ELIZ: Eu também te amo. Mesmo. E...
CLÁUDIO LUCAS: Não existem palavras para descrever, gestos para interpretar, melodias para musicar todo o amor que sinto por ti em toda sua grandeza, então procuro te presentear com uma parcela dele sempre que te vejo – a qual, embora ínfima perto do todo, ainda assim é coisa demais – através das formas que melhor encontro: um toque delicado de mãos, um abraço apertado, um beijo nos lábios, o "eu te amo" mais sincero. Você já saiu do chão sem tirar os pés dele? Já ficou sem ar, mesmo com ele ainda enchendo seu peito? Já teve tanto o que falar que ficou mudo? Já sentiu como se você fosse tudo que existe e, ao mesmo tempo, nada? Já viu o tempo desacelerar enquanto seu coração faz o exato oposto? Você já viu o infinito (e o que existe além) de olhos fechados?
MARIA ELIZ: MEU QUE LINGUA QUE CÊ TÁ FALANDO?

E assim os dois jovens e inconseqüentes seguiram os dois primeiros meses de seu amor incondicional, até que chegara o dia em que Eliz teria de partir.

CLÁUDIO LUCAS: OH, MINHA PEQUENA MARIA ELIZ! NÃO SE VÁ! NÃO ME ABANDONE, POR FAVOR, POIS SEM VOCÊ FICAREI LOUCO! Fique aqui junto a mim e eu prometo te dar todo o amor do mundo, pois eu te amo como nunca antes amei mais ninguém e se você se for eu não sei se um dia conseguirei amar outro alguém!
MARIA ELIZ: Cara... eu só vou viajar pra Fortaleza por uma semana.
CLÁUDIO LUCAS: Ah... hm. Então... leve isto.

Cláudio Lucas tira o cordão de palheta que trazia sempre consigo ao redor do pescoço e coloca ao redor do de Maria Eliz.

CLÁUDIO LUCAS: Não o perca. Assim, toda vez que te sentires sozinha, toda vez que quiseres sentir-se amada e protegida, toda vez que a Lua vier à sua janela e perguntar-te "onde está seu amor?", tu lembrarás de mim.
MARIA ELIZ: Não, eu vou dar ele p'O Outro, o negão lá de Fortaleza.
CLÁUDIO LUCAS: WUT

COMO UMA DEEUSAAAAAAAA
VOCÊ ME MANTÉEEEEEEMMMM
E AS COISAS QUE VOCÊ ME DIIIIIZ
ME LEVAM ALÉEEEEEEMMMMMMM


O AMOR VAI NOS DILACERAR
Estrelando:
Cláudio Lucas .................... Luke
Maria Eliz ....................... Thalía
Luciana Bracho ................... Lulu
Paulo Eduardo .................... Odie
Pedro Prado ...................... Pedroca
La Usurpadora .................... Gabriela Spanic

É um fato triste e de conhecimento geral que histórias 100% doces, felizes e açucaradas não prendem a atenção do leitor, nem rendem posts longos e interessantes. A prova disso é a quantidade de posts que narram o tempo que passei com a Liz em comparação com os posts do tempo que passei sem ela. O tempo com ela foi ótimo, sem dúvida nenhuma quanto a isso, mas não rende posts que realmente satisfaçam os leitores ávidos por histórias em que eu me foda no final - curiosamente, a grande maioria deste blog.

Eu e Liz estávamos oficialmente namorando. Eu, Lucas Guedes, com uma garota nintendista, que não só gostava de super-heróis e quadrinhos como também de Star Wars, usava camisetas do tipo "I (L) Nerds" ou "Nerds do it better" E AINDA POR CIMA ERA BONITA E COM CERTEZA ABSOLUTA ERA UMA GAROTA. Com a namorada perfeita e o relacionamento perfeito, o mundo todo também parecia perfeito. O que poderia acontecer de ruim?

A vida, meus caros amigos. Com a aproximação das férias, a preocupação aumentava. Na época, só nos encontrávamos pela manhã na escola. Seria uma verdadeira prova de fogo, afinal se nosso namoro sobrevivesse a um mês inteiro sem quase nos vermos, então ele duraria até o final do ano, certo? Em teoria. Continuamos saindo sempre que possível o mês inteiro. Cinema, shopping, pontos turísticos, coisas do tipo. Além disso, aproveitei a deixa para me matricular no mesmo cursinho que ela à noite. Conseguimos passar julho juntos numa boa. Mas ele acabou, e logo todos aqueles assuntos que todo mundo fez questão de esquecer por 30 dias retornaram: vestibular, aulas, pressão psicológica. De repente, todo mundo começa a ficar inconstante, estressado, distante.

Então, nós terminamos.

Existem, basicamente, três tipos de términos de namoro: o ativo, o passivo e o conjunto. O ativo é aquele em que você vai lá e termina; o passivo, ele vem até você e termina; o conjunto, os dois conversam e/ou discutem e aí decidem, para o bem dos dois, terminar. Porém, mais do que isso, podemos falar de dois tipos de término: o esperado e o não. Ambos são tão gostosos quanto um cruzado de direita, a diferença é que o esperado acerta a boca do estômago, e o inesperado vai direto nos bagos mesmo.

O esperado é aquele em que as coisas não vão bem já há um determinado tempo. Você sabe que o gráfico paixão x tempo está declinando vertiginosamente, mas, não importa o quanto tente, não consegue mudar a situação. Ou às vezes simplesmente não quer, e o jeito é se preparar para levar ou dar o soco primeiro, isso depende de você - e não importa o quanto você pensa que está preparado, o soco sempre acaba sendo mais forte do que você imaginava.

O não esperado é, como o próprio nome diz, quase um ataque ninja. Num momento, tudo parece ótimo, o céu azul com nuvenzinhas, a grama verde, bichinhos andando de um lado para o outro e saindo dos encanamentos e coisa e tal. E então, do nada, você é atacado por uma horda de vikings raivosos, que queimam sua casa, pilham seus bens, estupram seu cachorro, roubam sua carteirinha de meia passagem e deletam todas as músicas do seu MP3. O vazio que fica dentro do seu peito, aquela coisa engatada na sua garganta, o misto de surpresa, tristeza e frustração que se segue... é indescritível, quase insuportável.

Você se sente... oco. Vazio. Tem algo faltando e você não tem como recuperar. É como se seu estômago tivesse sido arrancado com uma pinça, e junto foi o pâncreas de bônus.

Ok, agora vocês estão oficialmente terminados. O que fazer? Procurar ajuda nos seus amigos, obviamente. Se você é do tipo que gosta de se abrir com os amigos, prepare-se para ouvir VÁRIAS outras histórias de romances fracassados. É um fato curioso que as pessoas sempre tentam amenizar o sofrimento da outra contando uma história pessoal com mais sofrimento ainda. "Fica assim não... olha, eu tinha um namorado ano passado que...". Então você vai começar a escutar comentários do tipo "ela não te merecia" ou "você vai ficar melhor sem ela" ou "ela era só mais uma, vão vir outras" e, por que não?, "eu nunca fui com a cara dela mesmo". E o mais engraçado é que estas serão as mesmas pessoas que há algum tempo atrás diziam "aaahh, vocês combinam tanto!"

A grande verdade é que a única coisa que pode aliviar o aperto numa hora dessas é desabafar, pôr pra fora tudo aquilo que corrói você por dentro. Porque não importa a quantidade de conselhos e tentativas de reanimá-lo que você receba, nenhum deles pode matar o câncer, até porque não existe cura. É um tratamento. A única pessoa que pode, de fato, acabar totalmente com a dor é, ironicamente, a mais distante de você nesse momento. E não existe nada pior do que ter que ouvir quando alguém diz "eu sei o que você está sentindo".

Não sabem.

Terminar de forma trágica um relacionamento que realmente significava algo pra você meio que te transforma num entendido no assunto da noite para o dia.

― Minha namorada acabou de me ligar, disse que precisamos conversar...
― Ela vai terminar.

― Aaahhh, meu namorado novo é tão bonitinho, tão fofinho, tão sensível, tão...
― Ele é gay. Gosta de pau. Vai fugir com outro macho.

― Oi!, olha, esse aqui é o meu namorado novo. Estamos tão apaixonados!
― Ah, que bonitinho. É realmente uma pena que daqui a algumas semanas você vá FODER com a vida dele. FODER! FODER! FODER FODER FODER FODER

― CARA, CÊ NEM SABE! Encontrei a garota perfeita! Ela é linda, temos os mesmos gostos, ideias, opiniões...
― Vocês nunca vão ficar juntos. E, se ficarem, você vai se apaixonar cada vez mais e mais até ela FODER CA TUA VIDA, aí quanto tu se der conta, vai estar há quatro dias trancado no quarto ouvindo Like a stone no volume máximo e chorando agarrado com o CARALHO DO TRAVESSEIRO DE CORAÇÃO que ela te deu no mesmo Dia dos Namorados que tu deu a PORRA DE UM CONE PRA ELA, E AQUELA VADIA INGRATA NEM SE LEMBRA MAIS DISSO PORQUE AGORA DEVE TAR SE AGARRANDO COM UNS QUATRO MACHO AO MESMO TEMPO A UMA ALTURA DESSAS
― ... cone?

Além disso, existem ainda as 5 fases pelas quais todas as pessoas que terminam um relacionamento têm de passar.

Primeiro, você acha que só deram um tempo.

NEGAÇÃO: "Não, nós não terminamos. Pff. Não. Não. Nããão... Nah, ela tá só dando um tempo."

Depois, você sai xingando, socando paredes e resmungando por toda aquela grana investida em presentinhos e tudo mais que nunca vai voltar.

RAIVA: "PUTA CADELA VAGABUNDA VADIA ESCROTA"

Então vem a fase mais escrota e demorada de todas, regada a muita música no fone de ouvido e, em boa parte dos casos, álcool e cigarros.

DEPRESSÃO: "AND SOOOOOOOOO SALLY CAN WAAAAAAAAAAAAAAAIT..."

Daí você, já desesperado, recorre aos seus últimos recursos.

BARGANHA: "Oi... Deus? Sou eu. Você tá aí?"

Até que, por fim, você simplesmente... aceita.

ACEITAÇÃO: "É... é."

No espaço de tempo entre o término e a aceitação, permeia aquela dúvida infeliz, a pergunta crucial de todo fim de namoro: eu devo tentar de novo ou desistir e seguir em frente? Permanecer fiel à minha garota ou ela que faça o favor de ir se foder gostoso? Algumas pessoas tentam voltar e conseguem. Outras pessoas tentam voltar e não conseguem. Algumas pessoas viram almeida. Algumas pessoas acham que só um novo relacionamento pode ajudar a superar o antigo. Algumas pessoas acham melhor não pensar mais em relacionamentos por um bom tempo. Algumas pessoas simplesmente não sabem o que fazer. Mas eu posso dizer a vocês que uma coisa que ajuda E MUITO a tomar logo a sua decisão sobre o que fazer é ver que, enquanto você passou esse tempo todo trancado no quarto ouvindo todas as músicas da banda favorita dela porque isso te trazia lembranças, o término aparentemente não a atingiu em absolutamente NADA, e em menos de uma semana ela já está ficando com outro cara.

Ahhhh, é assim?

Então é geralmente nessa hora em que você reencontra suas bolas, já tão esquecidas e inutilizadas, e decide finalmente levantar da cama, tirar a camisa dos Ramones e jeans sujos que já usava faz uma semana, tomar um banho, sair daquele quarto fedorento e pegar toda e qualquer vagabunda que cruzar seu caminho. Oh, yeah, baby: you're back in black.

E foi nesta situação que chegou Odie, me estendendo a mão e fazendo uma proposta irrecusável.

- Vamo beber?

Ora. Por que não?

FIM DA PARTE III: ... TÃO PERTO DAS LENDAAAAAAS, TÃO LONGE DO FIIIIIIIMMM

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Dia de Postar Video Comentários 2009

Hoje é o DIA DE POSTAR VÍDEO COMENTÁRIOS.

E, só pra manter a tradição, EU COMEÇO.


Funciona assim: todos aqueles que tiverem webcam, vão em USE MEDIA logo abaixo da caixinha de comentários, cliquem em RECORD VIDEO e gravem o vídeo mais aleatório que vier às suas cabeças doentias. Quem não tiver webcam, vale gravar vídeo normal, postar no Youtube e colar link aqui que a gente releva. :D

A terceira parte da saga sai ainda essa semana, relaxem.

Groups dos flooders do KD: groups841849@groupsim.com (só adicionar no msn e chamar a atenção)

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

From safety to where...?

Parte I: Love will tear us apart
Parte II: From safety to where...?
Parte III: A means to an end
Parte IV: These days
Final: Atmosphere

Então, onde eu parei? Ah, sim. Eu tinha acabado de beijar o meu platonismo de alguns anos. Ou melhor, exatamente o contrário.

Eu, Lucas Guedes, outrora preso no mais profundo abismo da Friend Zone, ascendi para fora daquele maldito inferno e finalmente chegara à Relationship Town. O grande problema é que eu era apenas mais um novato ali por aquelas bandas. Então... e agora?

Como seria na próxima vez que nós encontrássemos? Eu deveria chegar todo abraçandinho, dando beijinhos e tudo mais ou esperar ela vir até a mim? E se eu fosse e ela não quisesse mais? E se eu não fosse e ela não quisesse mais? Enfim, o que diabos eu deveria fazer?

É, eu fui pra aula no dia seguinte. Cheguei no colégio inacreditavelmente cedo naquele dia - nem dormi, rere, abs -, e fiquei no meu canto até que ela aparecesse. Então, ela chegou e me beijou. OK, AGORA ERA REALMENTE E OFICIALMENTE PRA VALER.

Quando não se está apaixonado, você... vive. E só. Em seus momentos de ócio, seus pensamentos são sempre sobre coisas aleatórias ou inúteis. Mas quando você se apaixona de verdade, a sua vida passa a ser compartilhada. Agora não é mais só você. É você... e ela. Pra algumas pessoas, é "ela... e você", o que sempre acaba fodendo com a sua dignidade e auto-estima. Você acorda pensando nela, caminha pensando nela e dedica quase que todos seus momentos de ócio pensando em algo para agradá-la e fazê-la feliz. Por isso que muitas pessoas, quando apaixonadas, têm aquela impressão de terem encontrado um motivo para viver, um sentido para a vida (o qual é, como todos sabem, 42). É complicado se apaixonar e esquecer que o protagonista da história é você. Muito complicado mesmo.

Se apaixonar é viver submerso em dúvidas. Ele ama você? Será que ela vai gostar daquele presente? Quais bandas será que ele ouve? Ela vai aceitar seu pedido? É um verdadeiro exercício de raciocínio lógico, criatividade e imaginação tentar deduzir o tempo todo o que a outra pessoa está pensando ou sentindo. Eu beijo bem? Ele me ama de verdade? Se eu for atrás dela agora, eu vou estar sendo grudento demais?

Ser grudento. Taí uma coisa que me deixava paranóico O TEMPO TODO.

16:34:42 - ULHA, Liz entrou. Vou lá falar com ela e... HMM, pera. Nah, eu já fui puxar assunto da última vez, vou deixar que ela venha falar comigo. Eu sou hard ok bjs
16:36:12 - Hmm, nada ainda. Vou jogar alguma coisa enquanto isso, vai.
16:37:15 - Nada ainda. Vou esperar só mais 1 minutinho e daí eu vou falar com ela.
16:38:15 - NADA AINDA, OH FUCK OH FUCK OH FUCK
16:38:51 - Ok, ok, ok... ela pode ainda... não ter me visto online, e só. VOU ENTRAR E SAIR, aí ela vem falar comigo.
16:39:03 - Vou entrar e sair SÓ MAIS UMA VEZ.
16:39:32 - AI MEU DEUS ELA TÁ ME EVITANDO ELA NÃO ME AMA MAIS ELA QUER TERMINAR ELA TEM OUTRO AI DEUS AI DEUS AI DEUS
16:40:06 - Hm, e se ela pensar que eu tô evitando ela? E se ela estiver só fazendo charminho?
16:40:15 - Ah. Foda-se.
16:40:18 - O... I... L... I... Z... dois pontos... dê maiúsculo.

Quem disser que nunca fez isso é um mentiroso escroto e tem gonorréia.

Certo, a garota eu já tinha conquistado. Como fazer pra segurar agora? Ora, PRESENTES! Peguei o meu pé-de-meia, espremi alguns trocados e fui correndo à livraria comprar o livro do autor favorito dela. Comprei, coloquei numa embalagem toda bonitinha, lacinho bonitinho e no dia seguinte eu me preparava para entregá-lo, foi quando algo me ocorreu: PUTA QUE PARIU! Tô ficando há uma semana só com a garota e já vou dar presentinho? Caraaaalho, eu quero espantar ela ou o quê? Ah, foda-se, já gastei dinheiro, agora vou entregar de qualquer jeito.

E assim eu dei o primeiro presente. Algumas semanas depois foi a vez dela.

― Ah, Luke... toma. ― e estendeu uma embalagem de presente com lacinho vermelho pra mim.
― Tá... zoando. Aaahh, desculpa, mas eu vou abrir em um canto longe de ti, não quero que vejas minha cara de idiota quando eu vir o que é.
― Ok, vai lá.

Fui pra um canto, abri e... TA-DAM. Nada menos que uma camisa com uma frase do texto que ela escrevera pra mim há algum tempo atrás. Golpe baixo, viu.

― AAHHHHH, NÃOACREDITONÃOACREDITONÃOACREDITONÃOACREDITO
― Gostou?
― PORRA, AMEI.
― Hahaha, que bom.
― Já tenho até uma ideia do que vou te dar pra compensar essa camisa.
― Não vais querer transformar isso numa competição, né?
FLASHBACK:
E um cone, então?
― Caara, TOTAL queria ter um cone em casa. Mas minha mãe nunca deixaria, ela ia me mandar jogar fora se eu pegasse um na rua.


― PC e Jean, negocéoseguinte. Preciso fazer uma coisa pra minha cocota, e preciso da ajuda de vocês dois pra isso. Cês tão comigo?
― Claro.
― Aham.
― BELEZA. Então, o plano é esse: cadê aquela tua bicicleta?

― Luke, pega esse pega esse pega esse pega esse AGORA
― PEGUEI
― CARALHO
― PGUEI
― CALRSAKDKJLHO
― E AGORA?
― AGORA PEDALA CARALHOCARALHOCARALHOCARALHO

PAM!
― CORRE CORRE CORRE CORRE CORRE CORRE
― CORRENTE ARREBENTOU LOL
― E AGORA?
― AGORA DESCE QUE EU VOU AJEITAR
― AI CARALHOCARALHOCARALHOCARALHOCARALHO

― PEGUEI PEGUEI CARALHO PEGUEI AAAAAAA NÃO ACREDITO CARALHO CARALHO AAAAAAAAHAHAHAHA ai, freia essa merda que eu vou cair
― Eu? Naaaahh. Que isso. Claro que não.

Algumas semanas depois, eu apareci na casa dela com um cone preto e amarelo com um lacinho vermelho em mãos. Lembro até hoje da cara de WTF dela.

Um momento delicado na vida de qualquer casal é aquele no qual você tem que dizer "eu te amo" - esta, aliás, também é a fase em que todo mundo vira poeta, incrivelmente. Quem deve falar primeiro, você ou ela? E se ela estiver demorando a falar porque não te ama, no final das contas? E se ela estiver só esperando você falar? E se você falar logo e acabar assustando a garota?

How I Met Your Mother, enciclopédia definitiva sobre relacionamentos modernos, diz o seguinte sobre o momento de dizer "eu te amo":

- O momento em que você acha que está sentindo isso;
- O momento em que você acha que tem certeza disso;
- O momento em que você tem certeza disso, mas não pode dizer;
- O momento em que você tem certeza e não pode mais guardar segredo.

Em caso se amigos que depois acabam se pegando, é complicado. Quando vocês são apenas amigos, o "eu te amo" escorre como água, é fácil de falar e não traz efeitos colaterais. Mas depois que vocês começam a namorar, aí sim fica tenso. Essas três palavrinhas ganham um peso absurdo e inexplicável, até porque o sentido, agora, mudou COMPLETAMENTE. Além disso, é sempre mais fácil falar que ama em inglês ou qualquer outra língua, porque quando você finalmente fala em português, sabe que aí é SERIOUS BUSINESS.

Eu e Liz só trocamos os primeiros "eu te amo" depois de algum tempo de namoro. Aliás, a única vez que eu consegui dizer essa frase perfeitamente, com todas as palavras, uma por uma, foi da primeira vez, porque depois disso TODA VEZ que eu ia proferir o famigerado "eu te amo" ALGUMA COISA me interrompia bem no meio da frase. Ou eu tropeçava, ou alguém chegava falando alguma coisa, ou o programa voltava do comercial bem na hora. Incrível.

Ok, esse post tá ficando almeida demais. Hora de injetar alguma testosterona nessa porra.


Bonesaw MacGraw: quase uma BOMBA de testosterona para posts almeida.

Bem melhor.

Então o tempo foi passando, e faltava pouco pra completarmos um mês ficando. O meu grande problema é que eu sempre procuro algo mais sério, além de ser muito ansioso. Então decidi que no dia 22 de junho, no nosso aniversário de um mês juntos, eu iria pedi-la em namoro. Mas vejam bem, eu tinha que fazer alguma coisa especial. Não podia simplesmente virar pra ela e "ah, tá afim de namorar comigo?", "opa, tô fazendo nada mesmo, pode ser". Não. Tinha que fazer alguma coisa especial. Então eu comprei duas canetas de quadro magnético.

Na escola, munido de uma canetinha azul e outra vermelha, uma ideia na cabeça e muito amor no coração (CLIIIIIICHÊ), tudo de que precisava agora era de uma sala vazia. Por um incrível golpe de sorte e motivo pelo qual eu sinceramente até hoje desconheço, a nossa sala estava completamente vazia. Vai ser essa mesmo. Pedi a Odie, Lulu e Pedroca que segurassem a Liz lá fora enquanto eu e Neto faríamos o serviço sujo e o Tales ficaria na porta, vigiando. Então escrevi no quadro inteiro, em letras garrafais e amigáveis, as palavras "LIZ, QUER NAMORAR COMIGO?", pintei e fui lá chamá-la.

"Sim."

É realmente uma pena saber que nós vamos terminar no próximo post.

FIM DA PARTE II - ah, vai. Você aguenta mais um.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Love will tear us apart

Parte I: Love will tear us apart
Parte II: From safety to where...?
Parte III: A means to an end
Parte IV: These days
Final: Atmosphere

Como leitores fiéis e seguidores fervorosos deste que vos escreve (como se vocês não estivessem aqui só pelo flood, caham), me sinto na obrigação de narrar para vocês todas (ou pelo menos as mais interessantes) desventuras que me acometeram nesse meio tempo. Então peguem seus ovomaltines com Doritos e abundem-se em suas cadeiras, pois aí vem mais um post com muita ação, aventura, romance, sacanagem, lésbicas ruivas bissexuais, muita confusão e outras palavras esdrúxulas e inóspitas que você só ouve nas chamadas da Sessão da Tarde.

Mentira. Este é um post açucarado, diarinho, parado, chato e de meninas. Se eu fosse você, parava de ler enquanto ainda é tempo.

Pois bem, vejamos, onde eu parei quando deixei vocês? Então, eu e a Liz estávamos... Pera, eu ainda não contei pra vocês como nós ficamos juntos, certo? Ok, então vamos voltar alguns meses mais no tempo. Mais exatamente, novembro de 2007. Imaginem vocês um moleque de uns 15 anos cercado de otakus malucos por todos os lados, agachado em posição fecal sobre um banco dando mordiscadelas no polegar da mão direita, usando apenas un jeans sujo, uma camisa branca e uma quantidade absurda de gel para cabelo sobre a cabeça. Sim, era um evento otaku. Sim, eu estava fazendo cosplay de L.

E foi nesta exata situação e posição ingrata que vos descrevo, que conheci a... Fabrício (nome fictício, OBVIAMENTE). Aqueles que já ouviram o segundo Phodcast conhecem bem essa história. Então, essa parte cês já conhecem, ela chega com aquele papo de "quero um selinho do L" escrito na plaquinha, nós ficamos por um tempo, plaquinha de "quero namorar com a Fabs" FAIL, mimimi, bobobó e coisa e tal. Maaas esse não é o ponto. O negócio mesmo é que, se não fosse pela Fabs, eu nunca teria conhecido a AMIGA dela, a já supracitada Dizzy Miss Liz. Nos conhecemos, nos demos bem, nos demos muito bem. Logo, logo já éramos melhores amigos e saíamos pra todos os cantos juntos. Tudo muito lindo, tudo muito colorido, até que, como não podia deixar de ser e previsível desde o comeco, lá fui eu me apaixonar por ela. E, como todo nerd que se apaixona pela melhor amiga, eu poderia passar perfeitamente o resto da minha vida sem falar absolutamente nada e esconder meu platonismo numa boa que para mim estaria ótimo. Já tendo aceitado o fato de que nunca seria correspondido, eu estava completamente OK com isso.

Como vocês podem ver, eu sou um viado.

Mas continuemos o post.

Vocês com certeza não repararam, mas a Liz é uma personagem recorrente aqui no blog e já foi citada várias vezes sorrateiramente em vários posts, como no final da resenha do Wolverine; ela também estava comigo no shopping no dia do ataque dos emos ou quando eu percebi que a minha nerdice já estava atingindo níveis alarmantes; e, como se já não fosse o suficiente, ela também estava lá comigo no evento otaku quando eu topei com o Goku, e o post sobre a Friend Zone só existe por causa dela, assim como aquele em que eu pedia a ajuda de vocês para fazer algo especial para uma certa amiga.

Então, gostamos um do outro, nos conhecemos melhor, ficamos amigos, saímos juntos, conversamos juntos, rimos juntos, ela me contava tudo, tudo mesmo. Assim foi do final de 2007 até o segundo semestre de 2008, quando o fato de que eu nunca seria correspondido já não estava mais tão OK assim pra mim. Então, covarde como eu sou, resolvi me afastar. E foi nessa minha fase de José Matias, aliás, que eu me aproximei mais da Marina, a qual foi peça importante na minha vida e que com certeza vocês vão vê-la de novo em algum post no futuro - não é a toa que eu trago comigo até hoje o cordão de palheta que ela me deu ao redor do pescoço.

Continuamos afastados até o início do ano letivo de 2009, quando alguém da coordenação do nosso colégio achou que seria muito engraçado colocar nós dois na mesma turma (TAH SE DIVERTINDO, FDP??//). Então, graças à Liz, eu conheci Odie e Lulu. A primeira, importada diretamente do Rio de Janeiro e detentora de uma cabeça anormalmente grande para comportar seu cérebro igualmente absurdo, possui um sério problema com ruivas - sua maior paixão e fraqueza. Já quanto ao Odie, seria necessário um post inteiro pra descrevê-lo satisfatoriamente. De forma resumida, sabem o Barney de How I Met Your Mother? É um Odie de terno. Junto com o Pedroca, meu primo peludo insensível, bipolar, psicopata em potencial e fã de Capital Inicial, nossa pequena trupe e personagens centrais desta saga estava formada, e é aqui que nossa história, de fato, começa.


Um belo dia, resolvi mandar um scrap para Liz.
Luke: preciso te contar uns papos ae.
O problema é que eu NÃO TINHA PAPOS PRA CONTAR, e só tinha mandado o scrap mesmo porque sabia que ela odiava quando alguém fazia algo do tipo, enrolar pra contar alguma fofoca. Isso foi em uma... terça-feira. Na quarta, ela ainda esperava o tal papo e eu, em vez de desmentir logo, fui alimentando a história dizendo "depois eu conto, sério" na tentativa de ganhar tempo para inventar algo realmente interessante e, consequentemente, deixando a guria ainda mais curiosa. Já totalmente esgotado de ideias, recorri à Lulu.

― LULUCARALHOMEAJUDA! EUDISSEPRALIZQUETINHAUNSPAPOSPRACONTARMASEUNÃOTENHOEAGORAELAVAIMEMATARQUANDOSOUBER MEAJUDAQQEUFASO LOL
― Ah, diz que, sei lá... diz que tá gostando dela.


A ideia era GENIAL. Eu chegava pra ela, dizia que estava apaixonado. Ponto. Se a reação dela fosse positiva, ÓTIMO, LUKE SCORES. Pego a cheerleader e salvo o mundo. Agora, se fosse negativa... Ok, eu teria de viver com isso. Não seria bom, claro, mas pelo menos eu teria um backup. Afinal, qualquer coisa, era só colocar a mão no ombro dela e calmamente dizer "pois é, então, era brinks, gosto de você não, rsrs" e tudo voltaria a ser como antes. Porra, era genial. Imbecil, mas genial.

Tudo que eu precisava fazer era contar a verdade... mentindo.

― Liz... então, err... eu acho que tô gsmcjsfscc scsncjs.
― O quê?

Obrigado, nervosismo.

― Hãããã... tipo, assim... eu... eu acho que t
― OOOIIII LIZ OOOOIII LUKE VOCES JA TAO INDO EMBORA AIN TEVE AULA HOJE?/ COMO VOCE ESTA LUKE QUANTO TEMPO

Pessoas inconvenientes são inconvenientes. Eu juro que não tinha visto a Adriana chegando até que ela me abraçasse do nada e fodesse com a minha segunda tentativa de declaração. Bitch.

Consegui despintar a garota e fui correndo atrás da minha, que continuara andando sorrateiramente enquanto eu ficara para trás.

Alcancei.

― Liz, então. Eu... eu acho que... eu acho que tô gostando de ti.

Ela parou, e sorriu.

― Só acha?
― É, tipo... 90% de certeza.
― Ah...

Eu juro que as mãos nos bolsos, ombros levemente contraídos e olhar para o chão eram apenas parte da minha encenação. Eu estava mentindo que estava mentindo ao mesmo tempo que contava a verdade. Porra, eu sou muito foda.

- Desculpa falar isso, é que...
- Ok, ok... nada vai mudar.

E depois do abraço, cada um foi pra sua casa. Eu fui pelo mesmo caminho de sempre para a minha, a diferença é que hoje eu levava a imagem dela sorrindo na minha cabeça quando ouviu o que eu disse. Apesar do "nada vai mudar", quem sabe... quem sabe dessa vez Lucas Guedes não poderia ter um final feliz?

Isso foi no primeiro dia. No segundo dia, as coisas estavam um tanto... tensas. Falamos pouco e normalmente um com o outro, mas esse "pouco" e "normal" ainda soava estranho. Fim da aula, cada um foi pra sua casa, mas ainda havia alguma coisa pesando na atmosfera. Quando retornamos à tarde para as aulas extras, a tensão já quase não me deixava respirar, então decidi acabar de vez com a papagaiada e contar a verdade pra Liz.

O grande problema é que ela já sabia.

― Liz? Então, lembra daquele negócio que te contei ontem?
― Sim, era brincadeira, eu sei.
― WUT. Quer dizer, como sabes?
― Lulu me contou.
― Aaaahhhh.

Leia-se "aaahhh, filhadaputa, vou comer o cu dela depois". Mais tarde eu fui saber que a Lulu era, na verdade, uma agente dupla, e que seu plano original era fazer com que a Liz entrasse na brincadeira e dissesse que gostava de mim também, virando o jogo TOTALMENTE contra mim. Mas, bem, ela vai se redimir, como vocês verão mais à frente.

― Mas então... tudo bem? Nós podemos voltar como éramos antes?
― Sabe... essa foi uma brincadeira bem idiota. Demais.
― Ah, desculpa, não sabia que ias ficar assim. Se soubesse, não tinh...
― Pensasse antes então, Lucas. As pessoas acham que, por eu não demonstrar tanto quanto elas, eu não tenho sentimentos. Mas eu tenho, e muitas vezes bem mais do que os outros. E se eu gostasse de ti? PELOAMORDEDEUS, não vai pensar que isso é uma indireta ou algo do tipo, porque NÃO É...


Ouch. E eu que tinha começado até a me animar.

― ... mas e se eu gostasse?
― Mas... não gostas.
― Como sabes?
― Eu só... sei.

Foi nessa hora, então, que eu percebi que teria de usar minha última cartada se não quisesse perder a amiga de vez.

― Liz, ok, sério agora. Olha: eu gosto de ti. De verdade. Sempre gostei. Nunca quis falar antes porque senão ia todo mundo ficar "ahh, olha lá o Luke, o idiota que se apaixonou pela melhor amiga", mas... é isso. Eu gosto mesmo. E eu só fiz essa brincadeira porque eu achei que seria uma forma segura de te contar a verdade mas podendo voltar atrás pra salvar nossa amizade, se fosse necessário. Foi idiota, eu sei, desculpa. Desculpa mesmo. Agora, só... vamos sair daqui, ir pra lá, esquecer tudo isso e fingir que nada aconteceu. Pode ser?

Mais um abraço. É, eu sou bom pedindo desculpas. Tudo bem que, se for ver como realmente aconteceu, eu gaguejei pra caralho e tropecei nas palavras bem mais do que gostaria, mas enfim.

Depois da aula, casa. E aquela noite, pra mim, foi um inferno.

Terceiro dia. Apesar de tudo que tinha acontecido nos dias anteriores, nós dois estávamos até que relativamente normais um para com o outro. Fim da aula, vou lá pegar meu ônibus de volta para casa. Fuck, eu não só tinha violado a minha principal regra com relação a amores platônicos e me declarado para uma delas como também havia sido aparentemente desprezado pela mesma. Podia ficar pior?

No ônibus, Lulu me liga.

― Alô, Luke? Podes vir aqui no cursinho comigo e com a Liz? É que nós vamos chegar mais cedo e não vai ter nada pra fazer, então passa aqui umas 18h, pode ser?
― Ok. Beijo, tchau.

Liz e Lulu faziam cursinho à noite juntas, como vocês devem ter notado. Cheguei lá às 18h em ponto, sentei e esperei. Logo as duas chegaram. Passamos um bom tempo conversando, até que chega a minha hora de ir embora.

― Eu te levo lá na frente ― diz Liz.
― Tá ― me levanto e os dois vão caminhando até lá.
― Pareces meio doentinho.
― Nah, é minha rinite. Maldito clima úmido.
― Né.
― Vais amanhã pra aula?
― Aham ― chegamos. ― Então... é isso. Tchau, Liz.
― Tchau.

Abraço.

Separação.

Mãos dela ainda nos meus ombros, me puxam de volta.

Primeiro beijo.



Separação.

— Vais pra aula amanhã? ― ela.
... aham.

Voltei pra casa correndo naquela noite e tropecei numas três lixeiras pelo caminho.

FIM DA PARTE I - continua se o meu saco permitir, assim como o de vocês.